Ajustes fiscais e suas consequências

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Operar em nome do bem comum pede mais do que elaborar e executar orçamentos equilibrados. Exige também encontrar saídas para assegurar a devida proteção social

Seria injusto debitar o trágico descontrole social no Espírito Santo ao ajuste fiscal “exemplar”, segundo economistas de viés fiscalista, promovido no estado, nestes últimos anos. Para começar, outros estados, irresponsáveis em termos fiscais — e o Rio de Janeiro é um ícone dessa categoria — também se encontram à beira de convulsões da mesma ordem.

Mas também não seria correto eximir totalmente de culpa o pesado corte de gastos públicos empreendido a ferro e fogo pelo governo capixaba. O esforço para equilibrar as finanças estaduais e fazer frente sem novos ingressos às enormes perdas na arrecadação pública, com origem na recessão, na redução dos royalties do petróleo, e no corte abrupto, direto e indireto, de receitas tributárias depois do desastre ambiental da Samarco, tudo indica, passou da conta.

Tudo bem privatizar estatais com critério, reduzir cargos comissionados, controlar despesas de custeio. Mas carregar o ajuste em cima dos investimentos, inclusive em áreas de atribuição essencial do Estado — saúde, educação e segurança —, e do sufocamento de servidores, inclusive os que operam nessas áreas essenciais, é uma outra história. Já não é nada fácil administrar conflitos distributivos em sociedades mais homogêneas e com índices de desenvolvimento humano muito alto, o que dizer em países, como o Brasil, com concentração acentuada de renda e amplos contingentes de população carente.

Esses desequilíbrios tornam ainda mais complexa a administração dos conflitos distributivos, colocando à prova a capacidade dos governantes na alocação de recursos sempre escassos. Operar em nome do bem comum pede mais do que elaborar e executar orçamentos equilibrados. Exige, sim, avançar nos controles das contas públicas sem ceder aos grupos de pressão corporativos e às elites do funcionalismo, mas também sem desistir da busca de saídas para assegurar a devida proteção social ao andar de baixo.

Preocupa a incompreensão com a necessidade de conciliar os ajustes e suas consequências, tanto daqueles que só têm olhos para os ajustes quanto dos que só utilizam a régua das consequências. A liminar concedida ao Rio de Janeiro, no começo do ano, pela ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, adiando a cobrança de pagamento de parcela de dívida contraída com a União, é um exemplo de decisão que procurou equilibrar os pratos da balança.

Não foram poucos os economistas integrantes da base aliada da equipe econômica do governo que acusaram Cármen Lúcia de ter “rasgado o contrato” da União com o Rio de Janeiro. A preocupação com uma eventual quebra contratual, que não só poderia ser o estopim de uma reação em cadeia de outros estados inadimplentes, mas também dificultar futuras concessões de crédito aos caloteiros não deixa de ser legítima. Mas a rigidez da interpretação, alimentada pela fixação nas exigências do ajuste, não deu espaço para a uma avaliação ponderada da decisão da presidente do STF.

Quem lê os termos da liminar logo entende que não houve quebra de contrato porque a concessão não isenta o devedor do cumprimento das obrigações contratadas. Dá apenas algum tempo a mais ao estado quebrado para renegociar o pagamento da parcela devida — na prática, adiou, de um lado, o calote e, de outro, o risco da eclosão de distúrbios à maneira capixaba.

A interlocutores, a ministra Cármen Lúcia tem reafirmado que não se pode aplicar a lei sem considerar as circunstâncias e o envolvimento de pessoas. “Julguei com o olhar nas pessoas”, tem dito Cármen Lúcia sobre o episódio. Tudo o que se passou depois da concessão da liminar mostra que a ministra estava certa.

Talvez fosse o caso de sugerir aos fiscalistas mais intransigentes, guardadas as devidíssimas proporções, a leitura ou releitura de “As consequências econômicas da paz”, um clássico da literatura econômica, escrito por Keynes em 1919. Trata-se de um libelo contra os termos excessivamente duros das indenizações que os aliados, França à frente, impuseram à Alemanha, derrotada na Primeira Guerra.

Sufocar a Alemanha, argumentava Keynes, sem convencer os aliados, levaria o país à ruína e a Europa à crise. Nunca, na verdade, as reparações foram integralmente quitadas, e o que aconteceu nas décadas seguintes — da Grande Depressão à ascensão do nazismo e à Segunda Guerra — é do conhecimento de todos.

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Mais do que um abuso, um escárnio!

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Foi muito mais do que apenas chacota, escarnecimento, ironia, gozação, troça e zombaria, alguns dos sinônimos da palavra abuso.

Foi exorbitância, desacato, desplante, sem-vergonhez, descaramento, ultraje, afronta, desfaçatez, cinismo, prepotência, atrevimento e arrogância a indicação feita pela bancada do PMDB do nome de Edson Lobão (MA) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ).

Um insolente escárnio, enfim.

Ex-ministro das Minas e Energia do governo Dilma – justamente a área onde brotou o maior escândalo de corrupção da história do Brasil -, investigado pela Operação Lava Jato, Lobão responde a quatro inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Dois apuram a participação dele no esquema de roubalheira na Petrobras. Os outros, em irregularidades na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A primeira tarefa de Lobão à frente da CCJ será comandar a sabatina de Alexandre de Moraes, indicado para ministro do STF.

A CCJ é a mais importante comissão do Senado. Antes de uma proposição ser aceita, independentemente do tema, ela precisa ser apreciada pela CCJ. É ali que se avalia se a proposição está de acordo com a Constituição. Se a CCJ decidir que não está, ela não será votada pelo Senado.

Que manda na CCJ manda, portanto, no Senado. Por saber disso, o presidente Michel Temer logo se apressou em telefonar para Lobão desejando-lhe sucesso.

A escolha de Lobão representou a vitória do grupo do ex-senador José Sarney (PMDB-AP), que ainda controla o PMDB do Senado e tem hoje como principal representante Renan Calheiros (AL).

Lobão disse que ser investigado não deve causar constrangimento a ninguém. E ensinou:
– É uma forma inclusive de o alegado poder demonstrar que não é responsável por tais alegações caluniosas. A investigação não deve molestar a ninguém, não molesta a mim. Se houve alegação contra mim, é bom que seja investigado para que eu possa demonstrar que não passa de uma calúnia. Sempre dormi tranquilo, graças a Deus.

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Brizola tinha razão sobre o PT

BRIZOLA
Se estivesse vivo, Leonel Brizola comemoraria 95 anos, pois nasceu no dia 22 de janeiro de 1922, e teve uma vida pública pautada pela coerência e pela ética.

Em sua existência, sofreu incompreensões, injustiças e perseguições devido a seu ideário trabalhista o qual nunca flexibilizou. Para ele, o trabalhismo foi avançando pelos caminhos da solidariedade, do humanismo, da justiça social, do igualitarismo, e dos direitos humanos que basearam as raízes de sua concepção.

Dentre suas adversidades, o PT de Lula, sempre foi uma força política divisionista do pensamento progressista brasileiro. Sua concepção ignorando as biografias pretéritas, conjeturando a luta de classe a partir de sua criação demonstrou toda empáfia em seu DNA.

Brizola dizia: “Quando cheguei do exílio fui visitar o Lula, que me recebeu como se fosse um imperador, existe uma incompatibilidade entre nós, ali vi que Lula é um homem do sistema.”

Profecia essa plenamente realizada pelo PT e por Lula, quando aderindo ao mercado, chegou ao poder. Ali abraçou as velhas oligarquias pátrias, como Sarney, Jucá, Renan, Michel Temer, Eduardo Cunha, dentre outros.

O discurso ético caiu como castelo de areia. Em vários aspectos demonstrou o PT ser mais do mesmo, confirmando outra profecia de Leonel Brizola, que ponderou: “o PT é que nem galinha: cacareja na esquerda, mas bota ovo na direita.”

Obviamente que o PT tomou o golpe das velhas oligarquias e do monopólio da mídia. Projetou freqüentar a casa grande, o que jamais seria aceito. Lula, apesar de sua cooptação, não faz parte dos endinheirados oligárquicos.
Mais uma vez, Brizola prova sua sensibilidade ao dizer que o PT é a espuma da história, pois nunca se aprofundaram na compreensão das diferenças ideológicas de um pensamento progressista com o anexim conservador, que não se misturam, são inconciliáveis.

Acintosos como broncos no mais puro pragmatismo impudico conjeturam apoiar uma chapa de golpistas nas eleições da mesa diretora do Congresso Nacional.
Denunciam o golpe publicamente, mas no privado fazem acordo com seus supostos algozes.

Horas, qual o PT é o verdadeiro, o público ou o privado?

Esta obsessão por boquinhas, por cargos, por poder sem lastro, talvez seja uma das principais patologias que o PT deva enfrentar. Não é no mínimo ético para os brasileiros que sofrem com o golpe verem o PT se aliar aos golpistas, afinal a democracia está sendo atacada, e direitos suprimidos.

Cadê a coerência?

Cadê a hombridade?

Cadê o discurso?

Cadê a dignidade de uma corrente política?

Talvez Darcy Ribeiro esteja com a razão, “O PT é uma droga. É a esquerda que a direita gosta.”

Como faz falta a coerência política.

Como faz falta Leonel Brizola que jamais se curvou a essa direita.

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Brizola tinha razão sobre o PT

BRIZOLA
Se estivesse vivo, Leonel Brizola comemoraria 95 anos, pois nasceu no dia 22 de janeiro de 1922, e teve uma vida pública pautada pela coerência e pela ética.

Em sua existência, sofreu incompreensões, injustiças e perseguições devido a seu ideário trabalhista o qual nunca flexibilizou. Para ele, o trabalhismo foi avançando pelos caminhos da solidariedade, do humanismo, da justiça social, do igualitarismo, e dos direitos humanos que basearam as raízes de sua concepção.

Dentre suas adversidades, o PT de Lula, sempre foi uma força política divisionista do pensamento progressista brasileiro. Sua concepção ignorando as biografias pretéritas, conjeturando a luta de classe a partir de sua criação demonstrou toda empáfia em seu DNA.

Brizola dizia: “Quando cheguei do exílio fui visitar o Lula, que me recebeu como se fosse um imperador, existe uma incompatibilidade entre nós, ali vi que Lula é um homem do sistema.”

Profecia essa plenamente realizada pelo PT e por Lula, quando aderindo ao mercado, chegou ao poder. Ali abraçou as velhas oligarquias pátrias, como Sarney, Jucá, Renan, Michel Temer, Eduardo Cunha, dentre outros.

O discurso ético caiu como castelo de areia. Em vários aspectos demonstrou o PT ser mais do mesmo, confirmando outra profecia de Leonel Brizola, que ponderou: “o PT é que nem galinha: cacareja na esquerda, mas bota ovo na direita.”

Obviamente que o PT tomou o golpe das velhas oligarquias e do monopólio da mídia. Projetou freqüentar a casa grande, o que jamais seria aceito. Lula, apesar de sua cooptação, não faz parte dos endinheirados oligárquicos.
Mais uma vez, Brizola prova sua sensibilidade ao dizer que o PT é a espuma da história, pois nunca se aprofundaram na compreensão das diferenças ideológicas de um pensamento progressista com o anexim conservador, que não se misturam, são inconciliáveis.

Acintosos como broncos no mais puro pragmatismo impudico conjeturam apoiar uma chapa de golpistas nas eleições da mesa diretora do Congresso Nacional.
Denunciam o golpe publicamente, mas no privado fazem acordo com seus supostos algozes.

Horas, qual o PT é o verdadeiro, o público ou o privado?

Esta obsessão por boquinhas, por cargos, por poder sem lastro, talvez seja uma das principais patologias que o PT deva enfrentar. Não é no mínimo ético para os brasileiros que sofrem com o golpe verem o PT se aliar aos golpistas, afinal a democracia está sendo atacada, e direitos suprimidos.

Cadê a coerência?

Cadê a hombridade?

Cadê o discurso?

Cadê a dignidade de uma corrente política?

Talvez Darcy Ribeiro esteja com a razão, “O PT é uma droga. É a esquerda que a direita gosta.”

Como faz falta a coerência política.

Como faz falta Leonel Brizola que jamais se curvou a essa direita.

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Para construir uma nova ética

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O atual individualismo ético não pode ser mantido. Ele não consegue resolver os problemas nos casos em que pessoas com diversidade de valores têm que trabalhar juntas

A dissociação de valores pessoais dos valores comunais é, com certeza, uma característica básica do tipo de sociedade na qual vivemos. Podemos chamá-la também de liberação do indivíduo dos cerceamentos não especificamente impostos pela lei. É uma tentativa para moldar uma cultura onde o interesse comum no autointeresse fornece o único laço que une as pessoas.

Recentemente, o historiador Pedro Henrique Pedreira Campos afirmou, em entrevista, que a revelação das engrenagens da corrupção na Lava-Jato, embora represente progresso, ainda não enxerga a possibilidade de alteração no modelo que tem pautado a relação das grandes empreiteiras com os governos brasileiros.

Empresas ajudando o Estado e o Estado transformando normas para ajudar empresas numa interação criminosa.

Construir uma ética nova para os mundos político e empresarial é construir uma cultura.

Culturas dependem de pessoas trabalhando para fins comuns, compartilhando ideais de união, concordando sobre valores comuns. Erguem-se na plataforma das leis, rituais, costumes e instituições públicas que, juntos, dão forma e força, solidez e especificidade aos ideais e princípios.

Para ser viável, uma cultura deve constituir um terreno nutriente para o desenvolvimento e enriquecimento da vida humana. Se os valores são corruptos, por melhores que sejam as leis, ou se as leis e instituições estão moribundas, por mais sólidos que sejam os valores, esse desenvolvimento e enriquecimento ficarão ameaçados.

Um fato importante é que a cultura terá de oferecer maneiras pelas quais sejam satisfeitas certas necessidades humanas básicas, exigências que vão além do bem-estar físico.

Os seres humanos necessitam de um senso de significado, isto é, um meio (no mínimo) de lidar com o absurdo ou (no máximo) de desenvolver um sistema de crenças que dê sentido às coisas. Poucos podem viver com a ética severa de honestidade proposta por Freud. Mas uma cultura deve, pelo menos, fornecer algumas das respostas e um quadro de fundo onde as perguntas não respondidas possam ser buscadas.

As necessidades comunais que tenho em mente podem ser listadas de forma objetiva: a satisfação de necessidades econômicas e sanitárias básicas, a manutenção de instituições educacionais viáveis, a possibilidade de trabalho honesto, a preservação de recursos naturais, instalações residenciais satisfatórias e uma vida cultural que proporcione enriquecimento moral e estético.

O atual individualismo ético não pode ser mantido. Ele não consegue resolver os problemas nos casos em que pessoas com diversidade de valores têm que trabalhar juntas, lidando com problemas comuns, não pode criar o senso necessário de confiança que deve alicerçar qualquer comunidade.

O único modo de lidar com conflitos de valores deve ser através dos tribunais e do Legislativo. Estes são chamados, cada vez mais, a decidir questões da maior seriedade: fornecer uma estrutura para as regras morais e um núcleo de ética comum para as relações na sociedade. O propósito de uma ética social é estabelecer um espaço mediador entre valores e desejos de indivíduos e as necessárias exigências e repressões que a vida em comum impõe.

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Teori, um ministro que vale por dois

TEORI
Está correndo mais rapidamente do que se esperava o processo de substituição de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF).
Um nó crucial já foi desatado antes mesmo da missa de sétimo dia a ser celebrada nesta quinta-feira: o novo ministro, a ser escolhido em breve pelo presidente Michel Temer e submetido à aprovação do Senado, não herdará de Teori a relatoria da Lava-Jato. Ainda bem!
Era só o que faltava! Por mais que diga que “é igual a zero” o risco de ser apeado do poder pela Lava-Jato, Temer foi citado 43 vezes por um dos executivos da Odebrecht que delataram.
Pelo menos um terço dos senadores está sendo investigado sob a suspeita de corrupção. Como poderia um ministro avalizado por essa gente assumir no STF a coordenação da Lava-Jato?
Em condições normais de temperatura e pressão, era o que deveria acontecer. Está escrito no artigo 38 do regimento interno do STF que um novo ministro arca com os processos daquele a quem sucede.
Mas em casos excepcionais, o presidente do tribunal pode repassar os processos a outro dos atuais ministros. É o que fará a ministra Cármen Lúcia. Não haverá sorteio de nome.
Haverá entendimento entre os ministros. E quando uma maioria se estabelecer em torno de um nome, ele será o escolhido.
Em graves ocasiões, se a reputação do STF pode ser tisnada, os ministros se unem em sua defesa. Em defesa deles. O STF ficou mal na foto quando recente decisão de um dos seus ministros foi desrespeitada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
São dez personagens e uma relatoria que garantirá ao seu ocupante um bom ou um mau lugar na História. Na verdade são nove, porque não passa pela cabeça de ninguém que a ministra Cármen Lúcia acumule a relatoria com a presidência do tribunal.
Os nove estão divididos em duas turmas. A segunda turma, à qual pertencia Teori, é encarregada de julgar todos os feitos da Lava-Jato.
Parece razoável que o novo relator seja um dos membros da segunda turma, a ser completada com a transferência para lá de um dos integrantes da primeira.
Por ora, a segunda turma é formada pelos ministros Gilmar Mendes, seu presidente, Dias Tofolli, Ricardo Lewandowiski e Celso de Mello. Gilmar também preside o Tribunal Superior Eleitoral, que examina as contas da campanha de 2014 da chapa Dilma-Temer.
Ele ficaria poderoso demais se ainda lhe coubesse a relatoria da Lava-Jato. Quanto a Toffoli, carece de preparo técnico e carrega o estigma de ter sido do PT.
Lewandowiski presidiu o tribunal nos últimos dois anos e o processo de impeachment de Dilma. É ligado ao casal Lula da Silva.
Resta Celso de Mello, o decano da corte, admirado por seu conhecimento do Direito e famoso pela extensão dos seus votos.
Nos últimos anos, Celso andou falando em se aposentar. Foi convencido a não fazê-lo por um amigo de longa data – Temer.
Fazem parte da primeira turma Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Luís Roberto Barroso.
Fachin topa ser transferido para a segunda turma e relatar a Lava-Jato. Deu sinais disso. Antes de chegar ao STF, apoiou a eleição de Dilma em 2010.
Rosa foi assessorada pelo juiz Sérgio Moro durante o julgamento do mensalão. É uma ministra discreta que não entra em bola dividida.
Fux quer ficar quieto no seu canto, assim como Marco Aurélio. Barroso não ambiciona a relatoria da Lava-Jato, mas não a recusará.
Façam suas apostas. Aposto no decano.

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Não é teoria da conspiração, é dúvida

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O advogado Francisco Zavascki, filho de Teori, tem toda razão: “Seria muito ruim para o país ter um ministro do Supremo assassinado”. Ele pede que se investigue o caso “a fundo” para saber “se foi acidente, ou não”.
Não é só Zavascki quem levanta essa questão, ela está na cabeça de milhões de brasileiros. Nada a ver com teoria da conspiração, trata-se de dúvida mesmo.
A linha que separa esses dois sentimentos é tênue, e a melhor maneira para se lidar com o problema é a investigação radical.
Um dos mais famosos assassinatos de todos os tempos, o do presidente John Kennedy, em 1963, foi investigado por uma comissão presidencial de sete notáveis que produziu um relatório de 888 páginas. Até hoje, metade dos americanos não acredita na sua conclusão, de que Lee Oswald, sozinho, deu os tiros que mataram o presidente. Mesmo assim, rebatê-la exige esforço e conhecimento.
O presidente Michel Temer poderia criar uma comissão presidencial para investigar a morte do ministro Teori. Desde o momento em que o avião caiu n’água, ocorreu pelo menos o desnecessário episódio da demora na identificação dos passageiros.
Pelos seus antecedentes e pelas circunstâncias, a tragédia de Paraty ficará como um dos grandes mistérios na galeria de mortes suspeitas da política brasileira.
Aqui vão os principais nomes dessa galeria, divididos em três grupos: o de alto, médio e baixo ceticismo.
Alto ceticismo:
O desastre automobilístico que matou Juscelino Kubitschek em 1976 não teve influência de estranhos à cena.
Médio ceticismo:
Em 2014 o jatinho de Eduardo Campos caiu porque houve um erro do piloto. Só isso.
Tancredo Neves morreu em 1985 porque não se cuidou e foi tratado de forma incompetente e mentirosa, mas não houve ação criminosa.
Em 1967 o aviãozinho em que viajava o marechal Castello Branco entrou inadvertidamente numa área em que voavam jatos da FAB, foi atingido por um deles e espatifou- se na caatinga. Nada além disso.
Baixo ceticismo:
Ulysses Guimarães voava nas cercanias de Paraty durante uma tempestade, e o helicóptero caiu n’água.
Jango sofreu seu último enfarte enquanto dormia em sua fazenda, na Argentina. Morreu porque era um cardiopata.
A classificação, subjetiva, é do signatário, que não crê em quaisquer versões revisionistas. Quem quiser pode mudá-la, ao próprio gosto.

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Acidente ou atentado?

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A teoria conspiratória de que o ministro Teori Zavaski foi vítima de um atentado tem tudo para perdurar no tempo

Os ex-presidentes Juscelino Kubitschek (22/8/1976), João Goulart (6/12/1976) e Tancredo Neves (21/4/1985) morreram assassinados, a se acreditar em teorias conspiratórias que teimam em circular até hoje. Não havia sequer internet quando eles morreram.

Kubitschek morreu em um desastre de automóvel quando voltava de São Paulo para o Rio de Janeiro. Goulart, de infarto em sua fazenda na Província de Mercedes, na Argentina. Tancredo, de um tumor benigno no abdômen, mas infectado, depois de ter sido operado sete vezes.

A levar-se em conta a opinião expressa por internautas em enquete do Blog do Noblat postada no twitter às 23 horas de ontem, a teoria conspiratória de que o ministro Teori Zavaski foi vítima de um atentado tem tudo para perdurar no tempo muito mais do que as outras.

Às 4h15 desta madrugada, quando já haviam votado 2.050 pessoas, o resultado parcial da enquete, que ainda ficaria no ar por mais 18 horas, apontava os seguintes resultados:

Você acha que a morte do ministro Teori Zavaski foi:

16% – Um acidente

62% – Um atentado

22% – O que a perícia vier a concluir

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Democracia e Mercados

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O político que enriqueceu na vida pública e o empresário que tem muito poder político são aberrações de um degenerado capitalismo de Estado

Com a “delação do fim do mundo” pela Odebrecht ainda em andamento, é anunciada outra “delação do fim do mundo” pela Camargo Corrêa. Seriam 40 funcionários delatando propinas pagas a 200 políticos.

Há corrupção sistêmica na administração pública.

Piratas privados pagam propinas a criaturas do pântano político e a funcionários públicos corruptos, comprando vantagens para suas empresas.

Esse tráfico de influência está sempre em busca de favorecimentos e da apropriação indébita de recursos públicos. Pagamentos por legislação favorável sob encomenda.

Superfaturamento nas obras públicas. Financiamento subsidiado nos bancos públicos. Privilégios na redução de impostos e isenções fiscais. Preferência para fornecimento de serviços a empresas estatais e a órgãos de administração pública.

Os corruptos destroem muito mais do que escolas, hospitais e outros serviços essenciais não prestados pelos recursos que desviaram. Destroem também a crença da população nas instituições das modernas democracias liberais.

Se as principais lideranças empresariais e políticas se ocupam de negócios escusos e práticas não republicanas, a democracia e os mercados perdem a simbologia da representatividade e do mérito.

A classe política não representa mais o povo, e sim seus próprios interesses. E os empresários não criam mais riqueza, apenas dela se apropriam em negociatas com o poder político.

Para a opinião pública, a riqueza do empresário é então dissociada do atendimento das necessidades dos consumidores, pois reflete quanto conseguiu comprar de influência junto às diversas instâncias governamentais.

E o sucesso do político é também dissociado do atendimento das necessidades dos eleitores, pois reflete quanto conseguiu desviar de recursos públicos para favorecimentos ilícitos a interesses privados e suas campanhas eleitorais.

O político que enriqueceu na vida pública e o empresário que tem muito poder político são aberrações de um capitalismo de Estado que degenerou para um capitalismo de quadrilha.

Merecedores do respeito e da admiração popular, o republicano Reagan e o democrata Obama não enriqueceram na política, enquanto Bill Gates e Steve Jobs devem seu sucesso a centenas de milhões de consumidores. É a força das instituições: democracia e mercados.

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O Brasil do Futuro

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👉1. Não eduque seus filhos para serem ricos. Eduque-os para serem felizes. Assim, quando crescerem, eles saberão o valor das coisas, não o seu preço.
👉2. Coma seus alimentos como se fossem remédios. Do contrário, você terá que comer seus remédios como se fossem alimentos.
👉3. Aquele que te ama nunca irá te abandonar, pois mesmo que existam 100 razões para desistir, ele irá encontrar uma única para permanecer ao seu lado.
👉4. Existe muita diferença entre ser humano (substantivo) e ser humano (verbo). Mas somente poucos entendem isso.
👉5. Você foi amado quando nasceu e você será amado quando morrer. Nesse intervalo, você precisa merecer…
👉6. Se quer andar rápido, ande sozinho. Mas se se quer andar longe, ande com alguém ao seu lado!!
👉7. Os seis melhores médicos do mundo: luz do sol, descanso, exercício, dieta, auto confiança e amigos! Mantenha-os em todo os estágios e aproveite uma vida saudável!
👉8. Se você olhar para a lua, verá a beleza de Deus, se você olhar para o sol, verá o poder de Deus e, se você olhar no espelho, verá a melhor criação de Deus. Então, acredite em si mesmo!
👉9. Na vida, somos todos turistas e Deus é o agente de viagens que já determinou todas as nossas rotas, reservas e destinos. Então, confie nele e aproveite essa “viagem” chamada vida!

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